terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CARTAS não enviadas ( Parte II )

Onipresença.



Insiste em se fazer presente, em impor sua presença e seus pensamentos, Deus sabe o quanto me custa não entrar nessa ceara, promete pra mim que não lhe responderia nem lhe olharia na cara, mais a vida sempre me mostra uma seta em sua direção.

Obrigas-me a questionar certas atitudes, e se me pego pensando, em o porquê? De muitas coisas, e não encontro resposta, mesmo eu pensando nas mais mirabolantes e previsíveis respostas, és um enigma que não desvendarei.

Se fosse em outro tempo, te chamaria pra conversar, como já o fiz, só que hoje vejo que foi um erro, sim, mais um erro da minha lista, não sou eu quem tem que chamar pra conversar, nem te olhar nos olhos e perguntar “ que porra estar acontecendo?”; desta vez terá que ser você, mais a redoma que criaste é tão perfeita e acolhedora, sua proteção,de quer? O que tem tanto medo?. Sempre me questionei, “porque ela nunca olhou nos meus olhos e disse o que sentia, pensava é tão difícil? É impossível?”. Tantas perguntas sem resposta, como diria a propaganda - Não são as respostas que movem o mundo e sim as PERGUNTAS.

Sentis falta de quer? Deixou – me ir sem fazer nenhum esforço, simplesmente olhou ir; na minha santa inocência em Aracaju, prensei que iríamos conversar, que ingenuidade cristã, sinto raiva de mim as vezes, como posso ser tão idiota, crédula nesse ser que pensa que é humano.

Nunca gostei de coisas inacabadas, relações pela metade, e isso já se tornou um vicio, ranço, uma pele incrustada que por mais que esfregue não desgruda. Sinto uma vontade de te puxar pelo braço e te obrigar a falar, por que não é possível, eu NÃO ENTENDO, e por mais que diga não quero mais, chegaaaaaaaa; sei que não é esse o caminho

É murro em ponta de faca, ou você é muito sínica ou ainda não inventaram um adjetivo pra te descrever. Dão Pedro II, dizia "que em tempos de Guerras não se limpam as armas"

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