DIALOGO: I
"Tudo na vida são escolhas, pensei, repensei, análisei, ponderei, refletir, vi e revi várias vezes, criei inúmeras cenas, desconstruir os personagens e os montei novamente. Visitei o passado e revivi algumas histórias. Tomo essa atitude de cabeça fria e não no calor de qualquer emoção. Resolvi me afastar de você escrevo isso com o coração partido; as vezes pensamos que podemos suportar qualquer coisa e a vida nos mostra caminhos tortuosós. Tem algo nessa história que me incomoda profundamente e até eu saber o que é prefiro me afastar. O que me deixa sem saber o que sentir é que não fui pega de surpresa. Mas tem as coisas que sabemos e as que vivemos. Não é raiva o que sinto porém de alguma forma sinto que você foi desleal. Talvez esse nem seja o sentimento, to confusa passando por alguns problemas que nem vem ao caso comentar. Por enquanto essa é minha decisão. Foi a maneira que encontrei pra continuar sendo verdadeira e sincera. As pessoas só fazêm com agente o que permitimos".
DIALOGO: II
"Respeito a sua opinião e agora sim, está havendo verdade entre nós. "TAMBEM" vejo sua atitude como uma maneira de me punir. Acredite, sinto-me bem melhor com a sua sinseridade. Sabendo como se sente, saberei como agir.
Eu poderia te dar varias explicaçoes e dizer o quanto eu estou mal com essa historia, porem de nada adiantaria. Percebo que ambas tivemos um lapso de deslealdade. Você montou uma personagem de mulher maravilha, forte, pronta pra tudo e ate me desejoou felicidade. Essa não era você. Porem eu acreditei que fosse. Só que não deu mais pra segurar, não é amiga? Se é que me permite chama-la assim. Eu no seu lugar não teria esse sangue frio me sentindo tão ultrajada, sacaneada, falseada, me relacionando com uma monstra pousando de amiga. Melhor seria ter me enfiado logo a mão na cara lavando logo a roupa suja assim teriamos mais probabilidade de não nos perdermos, de chegarmos a um consenso levando a frente a nossa amizade. Mas no fundo acho que você me queria por perto e assim partilhasse com você os meus pensamentos.
Sabe aquela coisa de manter os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda? Falar o que pensamos não é facil, nem mesmo pra você que é tão decidida, que direciona o mundo de acordo as suas convicçoes, alias, diga-se de passagem que eu adoro isso em você. Agora é minha vez de te fazer refletir: Nem tudo podemos encarar de frente! Em algumas das vezes precisaremos de subterfugios.
Você não será a primeira e muito menos a ultima a se afastar de mim por essa minha atitude (que você até me fez acreditar que não havia problema algum), porem com toda a franqueza do meu coração "que se foda o resto". To nem ai para os alheios e para a fama de amiga sacana que tenho no meu curriculo.
Agora sei o que se passa na sua cabeça, porem na minha eu sempre soube e acredite, não tenho nada que me envergonhar.
A sua ausência no momento será dolorosa porem, propícia. Te amo, cabe a voce acreditar ou não!"
OBS: "Os Viajantes e o Urso
Um dia dois viajantes dera de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia consguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingui-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:
_O que o urso estava cochichando em seu ouvido?
_Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.
Moral da história: A desgraça põe à prova a sincaridade e a amizade"
Esopo
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Espasmo diurno. (parte I)
Hoje resolvi sair em mais uma caminhada sem destino, e mesmo não tendo um roteiro definido, comecei minha jornada pelo dique do tororó, tinha me esquecido o quão é prazeroso este ambiente. Observar as mais diferentes pessoas, passos, trajes e uma paisagem selvagem domesticada. Meus pensamentos tomaram formas e cores, a imaginação fluiu mais algo me tirou do meu estado de transe em que eu me encontrava.
Quando fui me aproximando da antiga fonte nova me deparei com um choque de realidade, que já tão costumeiro como uma árvore e uma pista não damos a devida importância, três moradores de rua sentados enfileirados quase que em fila indiana, separados por dois mm, totalmente alheios com os passantes a sua volta, sem “perturbar” a paisagem e seus passantes. O interessante é que sempre vão estar acompanhados por um saco e um papelão, uma vida totalmente sem perspectiva, motivação, rumo; Simplesmente sentados, olhando essa linda paisagem.
Como definir o dique do tororó, um grande lago cercado por grama, bancos, pista de corrida, quiosques, playground, duas pizzaria e vários passantes e no meio uma selva de pedra que é a nossa cidade. Estava precisando desse momento e sem falar que é mais um post para o meu blog.
Mas voltado aos três moradores de rua, o porquê deles, terem me chamando á atenção, tenho 15 minutos aqui sentada em um banco perto do píer, já me remexe, me balancei e, eles continuam intactos nada os emociona ou os abala isso é o que o semblante deles diz, contudo o que se passa na cabeça de quem não tem o que comer, dormir, tomar banho; entra mas um personagem na historia, esse diferente dos outros é um andarilho, com seu saco preto ao lado, vai remexendo nas lixeiras em busca do que reciclar e comer, o mesmo acaba de sair do meu campo de visão.
A vida passa tão lentamente entre os andantes, e veloz entre os automóveis; o tempo fica um pouco frio, do meu lado esquerdo uma placa 1056 dias para a copa de 2014; as obras não estão a todo vapor como deveria e gostaria os nossos governantes, em quanto as autoridades políticas só pensam em copa do mundo, varias pessoas passam fome, sede, frio não muito distantes dos centros olímpicos.
Escrevo sobre quatro pessoas cujos nomes, idade, origem, desconheço o único fato que sei é a sua situação atual, desempregados, desabrigados, famintos, sedentos de afeto, carinho, amor, dignidade e respeito, eles esqueceram o que é fazer parte da sociedade, e para os políticos eles não fazem mesmo, se não tem identidade, quanto mas titulo de eleitor.
Entra mas um personagem nessa narrativa , desta vez uma mulher uma andarilha, com seu “mundo” ao lado, certa feita escrevi um texto que falava sobre isso, um caramujo sempre carregando sua casa nas costa; com seu saco e seu papelão é como se dissesse onde eu parar vou poder descansar,
A tarde vai se despedindo com a chegada da noite, resolve dar uma identidade pros personagens dessa historia; o primeiro será José, o segundo Pedro, o terceiro Tomé, o quarto João e a mulher Maria; torná-los um pouco, mas humanos, palpáveis, de carne e osso, não diferente de mim e de você caro leitor.
Isso me lembra as tribos indígenas o filho de um é educado por todos, os problemas de um é resolvido por todos, o que se planta e caça é dividido e compartilhando pela tribo; e eles é que são primitivos.
Quando fui me aproximando da antiga fonte nova me deparei com um choque de realidade, que já tão costumeiro como uma árvore e uma pista não damos a devida importância, três moradores de rua sentados enfileirados quase que em fila indiana, separados por dois mm, totalmente alheios com os passantes a sua volta, sem “perturbar” a paisagem e seus passantes. O interessante é que sempre vão estar acompanhados por um saco e um papelão, uma vida totalmente sem perspectiva, motivação, rumo; Simplesmente sentados, olhando essa linda paisagem.
Como definir o dique do tororó, um grande lago cercado por grama, bancos, pista de corrida, quiosques, playground, duas pizzaria e vários passantes e no meio uma selva de pedra que é a nossa cidade. Estava precisando desse momento e sem falar que é mais um post para o meu blog.
Mas voltado aos três moradores de rua, o porquê deles, terem me chamando á atenção, tenho 15 minutos aqui sentada em um banco perto do píer, já me remexe, me balancei e, eles continuam intactos nada os emociona ou os abala isso é o que o semblante deles diz, contudo o que se passa na cabeça de quem não tem o que comer, dormir, tomar banho; entra mas um personagem na historia, esse diferente dos outros é um andarilho, com seu saco preto ao lado, vai remexendo nas lixeiras em busca do que reciclar e comer, o mesmo acaba de sair do meu campo de visão.
A vida passa tão lentamente entre os andantes, e veloz entre os automóveis; o tempo fica um pouco frio, do meu lado esquerdo uma placa 1056 dias para a copa de 2014; as obras não estão a todo vapor como deveria e gostaria os nossos governantes, em quanto as autoridades políticas só pensam em copa do mundo, varias pessoas passam fome, sede, frio não muito distantes dos centros olímpicos.
Escrevo sobre quatro pessoas cujos nomes, idade, origem, desconheço o único fato que sei é a sua situação atual, desempregados, desabrigados, famintos, sedentos de afeto, carinho, amor, dignidade e respeito, eles esqueceram o que é fazer parte da sociedade, e para os políticos eles não fazem mesmo, se não tem identidade, quanto mas titulo de eleitor.
Entra mas um personagem nessa narrativa , desta vez uma mulher uma andarilha, com seu “mundo” ao lado, certa feita escrevi um texto que falava sobre isso, um caramujo sempre carregando sua casa nas costa; com seu saco e seu papelão é como se dissesse onde eu parar vou poder descansar,
A tarde vai se despedindo com a chegada da noite, resolve dar uma identidade pros personagens dessa historia; o primeiro será José, o segundo Pedro, o terceiro Tomé, o quarto João e a mulher Maria; torná-los um pouco, mas humanos, palpáveis, de carne e osso, não diferente de mim e de você caro leitor.
Isso me lembra as tribos indígenas o filho de um é educado por todos, os problemas de um é resolvido por todos, o que se planta e caça é dividido e compartilhando pela tribo; e eles é que são primitivos.
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