sexta-feira, 17 de setembro de 2010

LUTO






Fiquei questionando se deveria escrever sobre Sérgio, será que tenho esse direito, de me apropriar desta noticia? Passando praticamente 1 mês da morte de Sérgio marinho enfim tomo coragem pra falar um pouco desse ser humano.... não digo nem graças a Deus, nem vá com Deus, nem descanse em paz, Digo até um dia. Um homem forte, decidido, inteligente, engraçado, ranzinza, dúbio ele é o típico YIN e YANG. de personalidade dificílima. Dei algumas fuçadas em alguns blogs, sabe o que é gozado, depois que se morre vira - se um santo, um Deus, um ídolo, uma pessoa a ser seguida, ninguém fala dos defeitos, das palavras mal pronuncias, daninhas e da presença as vezes não grata. Nem eu vou falar, vou ficar com aparte lúdica.
Não vou ser eu a bruxa má, que destroi os castelos. Sérgio deixou para mim, uma das grandes lições, não é nada de novo nem grandioso, só que sempre é valido " A única coisa que não se tira da gente é o conhecimento" . Sérgio tentou por diversas vezes me entupir de livros, ler, ler, ler, para quem o conheceu sempre o via com algum livro debaixo do braço. Ele lia tudo . Tenho a sensação que ele vai aparecer a qualquer momento, não sinto que ele morreu, a presença dele ainda e tão latente, que a qualquer instante ele vai adentrar o sector braille ( biblioteca pública do estado da bahia, conhecida como biblioteca CENTRAL), mas acho que isso não é mas possível, só fiquei mas credúla quando vi, o site da federação de carater confirmando o acontecido. fiquei paralisada, não acreditei.
Fiquei surpresa em encontrar essa foto, ele não gostava de ter a imagem dele retida num papel e na vez que Sérgio me mostrou essa foto, ele me contou que a condição para tirar, era darem pra ele o negativo. Lembro dele em nossa caminhadas cantarolando uma musica de Adriana caucanhoto " Eu ando pelo mundo Prestando atenção em cores Que eu não sei o nome Cores de Almodôvar Cores de Frida Kahlo Cores! Passeio pelo escuro Eu presto muita atenção No que meu irmão ouve E como uma segunda pele Um calo, uma casca Uma cápsula protetora Ai, Eu quero chegar antes (.....) Eu ando pelo mundo Divertindo gente Chorando ao telefone E vendo doer a fome Nos meninos que têm fome..." perguntando para ele o porque de cantarolar essa musica, ele me contou que sempre a cantava para se acalmar, trazia lembranças não tão agradáveis, mas inesquessiveis, então continuamos a descendo a ladeira da barra, entramos na igreja, ele me falou do barroco, do arcadismo, um pouco de historia.
Sempre lembro das nossa caminhadas, ele falando, cantando, recitando, me indagando, provocando, despertando em mim todas as emoções.
Fico por aqui com essa pequena recordação, desse tão Contraditório Sérgio marinho.
Lamento não Ter tido chance de dizer " porra Sérgio, será que tem que ser assim, não pode ser de outro jeito?".. dar um abraço nele, um forte abraço, só isso, não é pedir muito..
Sérgio luiz marinho, professor de carater, orientador, poeta, escritor meus sinceros préstimos a família, a seu filho Filipe que tive a honra de conhecer. Oss!!!!

"Oh! Meu amigo, meu herói Oh! Como dói saber que a ti também corrói a dor da solidão" 


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